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metendo
a boca
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Poucas
coisas que não são da minha conta são capazes de me irritar profundamente.
Geralmente eu tenho mais o que fazer do que pensar na vida alheia. Mas
ultimamente, nessa crise de "pára o mundo que eu quero descer!", quase
tudo está me levando às vias de fato.
Vejamos então: acordo cedo, camelo na faculdade, engulo o almoço para dar tempo de pagar minhas contas, vou pro trabalho, aonde ralo até, em média, às 22:00h para chegar em casa para única e somente para dormir na minha aconchegante cama quebrada. Agüento? É, né, faz-se o possível, pelo menos ganho dinheiro e experiência. Mas que é chato e cansativo, e eu BEM que gostaria de levar outra vida, isso é óbvio! Enfim, chega de falar na minha vida. O meu ponto, e o que me deixa puta, é abrir uma revistinha de fofocas e encontrar uma perua loura-bronzeada-peituda-repuxada, da famosa raça modelo-socialite-atriz-escritora-esotérica, ou um engomadinho babaca, daqueles caras "legaizinhos", que todo mundo adora, e não faz nada da vida, mostrando seu apartamento de "One Million Dollars" (obrigada Dr. Evil), que conseguiram às custas de seu cafet... desculpe, merecido esforço. O que eles fizeram de tão especial para conseguir tudo isso em um espaço de tempo tão curto? Benção divina, o dote da vagabundagem? É só um inconformismo meu, afinal eu me esforço muito mais que essas gentes aí, e não tenho metade. Tá certo que o mundo é dos espertos, mas não precisa ser assim. Ou será que eu vou ter que namorar ou até engravidar de alguém famoso para ter uma vida tranqüila? Injustiça! Juro que tenho vontade de exterminar esses bostas, e fazer um país de pessoas trabalhadoras, e mais aí com a realidade. Mas daí me lembro que gente assim é que faz papel de palhaço para aqueles mais espertos ainda, faz a Caras vender mais, e que podem até ser um exemplo de planejamento de marketing. Veja só a nossa querida Adriane Galisteu: ela soube administrar muito bem o fato de ter se tornado a viúva de Ayrton Senna. Virou escritora, apresentadora, atriz, radialista, e, além de tudo, milionária! Acho que só calo a boca perante a ela, que, prepotente ou não, soube se fazer na vida. Mas e os tais Lucianos, Narcisas, Carmens - que choram o fato de ter que andar de Mercedes - e outros? Qual o mérito? Qual o esforço? Desconheço. Espero que as próximas gerações tenham uma prova real de que um dia tudo isso acaba. Já diziam as sábias vovós, o que vem fácil, vai fácil. E não encare isso como um discurso cheio de invejinha, você também se revoltaria! |
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Texto
psicodélicótico, pautado por frases, pensamentos e coisas
afins.
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Linha
reta, distância entre dois pontos. |
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